Resumen
Este trabajo discute las narrativas pedagógicas escritas por profesoras como posibilidades de construcción, intercambio y socialización del conocimiento pedagógico, en movimientos que involucran la investigación y la formación de los profesores. Toma como aporte teórico y metodológico el enfoque narrativo (auto)biográfico, en diálogo con los estudios de Walter Benjamin, Paul Ricoeur y Mijaíl Bajtín. La investigación se desarrolló en el contexto de un curso de extensión, en la modalidad de educación continua, en una asociación entre universidad y escuela, en el estado de Río de Janeiro-Brasil. Los movimientos experimentados, al compartir con las profesoras participantes, favorecieron la reflexión a través de lo narrado, en la búsqueda de la comprensión de la propia práctica y de las concepciones que subyacen a ella, aportando importantes contribuciones al campo de la formación docente, socializadas a través de lecciones aprendidas. Una de ellas se refiere a la forma de trabajar con las fuentes narrativas cuando se opta por la comprensión (compartida) de los significados formativos que llamamos cointerpretación. En este proceso, a partir de la primera narrativa de la profesora, que, según Ricoeur (2007), ya es autointerpretada por ella, produjimos un segundo texto, una metanarrativa sobre el aprendizaje formativo. Otra lección aprendida es que esta decisión presupone una postura ética y responsiva (Bajtín, 2012) de horizontalidad epistémica al asumir la radicalidad de realizar movimientos interpretativos de manera colaborativa con los coparticipantes.
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